
Marcílio Moraes quer chocar o telespectador com A Lei e o Crime, seriado que estréia na Record dia 5 de janeiro. Mas nega que tenha escalado duas das principais “crias”de Tropa de Elite, Caio Junqueira e André Ramiro, para pegar carona na repercussão do longa-metragem.

“O seriado não tem nada a ver com a produção do José Padilha. Eu diria que A Lei e o Crime é o anti-Tropa, já que sua concepção dramatúrgica e ideológica é contrária ao filme. Meu interesse não é fazer as pessoas se identificarem com as situações violentas abordadas ali e sim fazê-las refletir, questionar e criticar essa realidade”, diz Marcílio.

Disso ele entende. Autor da novela Vidas Opostas (2006), famosa por mostrar a violência no morro, o novelista quer repetir o efeito na série, dirigida por Alexandre Avancini. O segredo: a história será ainda mais pesada que a de Tropa de Elite. “Não usarei a violência pela violência. Quero gerar reflexões de natureza existencial, política e até jurídica. Vou mexer em feridas abertas. Minha geração sempre aspirou mudar a realidade do Brasil. Quem sabe com esse seriado possamos encontrar soluções para tantos problemas que atingem as classes menos privilegiadas.”

A Lei e o Crime começa com Nando (Ângelo Paes Leme), um ex-pára-quedista desempregado, vai morar com a mulher e a filha na casa do sogro Reinaldo (Roberto Frota). Não suportando mais as constantes humilhações que sofre, mata o sogro alcoólatra e vai se esconder na favela.

Seu perfil violento faz com que assuma o controle do tráfico de drogas no fictício morro da Alvorada e comande uma guerra contra a polícia carioca. A partir daí, o traficante passa a ser perseguido pelo cunhado, que é policial. Ele abandona as regras da polícia e usa seu desejo de vingança para capturar Nando. O seriado terá 16 capítulos.

Marcílio Moraes, autor de "Vidas Opostas' e estréia "A Lei e o Crime" dia 5 de janeiro na Record.

Marcílio Moraes, autor de "Vidas Opostas' e estréia "A Lei e o Crime" dia 5 de janeiro na Record.



